Disjuntor para ar-condicionado: dimensionamento correto
4 de outubro de 2026 · Plugnrank
Quando o ar-condicionado desarma o disjuntor toda vez que liga, a primeira suspeita costuma ser o aparelho. Na maioria dos casos, porém, o problema está no dimensionamento do disjuntor para ar-condicionado, que precisa ser calculado com base na corrente do equipamento, na bitola do cabo e na curva de disparo. Neste artigo, você vai entender como ler os dados da etiqueta do aparelho, comparar disjuntores de diferentes curvas e saber quando chamar um eletricista para reavaliar o quadro.
Como calcular o disjuntor ideal para ar-condicionado
O disjuntor ideal é aquele que suporta a corrente nominal do ar-condicionado com uma margem de segurança, sem desarmar em picos normais de partida. Para calcular, você precisa de três informações: a corrente nominal (A), a corrente de partida (A) e a bitola do cabo (mm²). Com esses dados, escolhe-se o disjuntor de valor comercial imediatamente acima da corrente nominal, respeitando o limite do cabo.
Passo a passo para dimensionar
- Verifique na etiqueta do aparelho a corrente nominal (em ampères) e a corrente de partida (se houver).
- Confirme a bitola do cabo que alimenta o circuito (geralmente 2,5 mm² para até 20 A, 4 mm² para até 25 A, 6 mm² para até 32 A).
- Escolha o disjuntor de valor comercial acima da corrente nominal, mas que não ultrapasse a capacidade do cabo.
- Considere a curva de disparo: tipo B para cargas resistivas, tipo C para cargas indutivas (como motores de ar-condicionado).

Exemplo prático: um ar-condicionado de 12.000 BTUs com corrente nominal de 8,5 A e partida de 15 A pode usar um disjuntor de 10 A ou 16 A, dependendo da curva e do cabo. O eletricista avalia o caso real para evitar desarmes frequentes ou risco de sobrecarga.
Por que o disjuntor desarma quando o ar-condicionado liga
O desarme na partida é comum quando o disjuntor tem corrente nominal muito próxima da corrente de partida do compressor. Motores consomem até 3 vezes mais corrente nos primeiros segundos, e um disjuntor de curva B pode desarmar por causa dessa corrente transitória, mesmo que a corrente nominal esteja correta.
Principais causas de desarme
- Disjuntor subdimensionado (corrente nominal menor que a do aparelho).
- Curva de disparo inadequada (tipo B em vez de tipo C).
- Fiação com bitola menor que a recomendada, gerando aquecimento e disparo térmico.
- Contato frouxo nos bornes do disjuntor ou no quadro.
- Ar-condicionado com defeito no compressor ou capacitor.

Se o desarme for frequente, não adianta trocar o disjuntor por um de maior corrente sem verificar a fiação e o estado do aparelho. Isso pode causar aquecimento dos cabos e risco de incêndio.
Qual disjuntor usar: curva B, C ou D
A curva do disjuntor indica a corrente de disparo em relação à nominal. Para ar-condicionado, o tipo C é o mais indicado, pois suporta picos de corrente de 5 a 10 vezes a nominal por um curto período, sem desarmar. O tipo B (3 a 5 vezes) é comum em circuitos de iluminação e tomadas, mas pode desarmar com a partida do compressor.
Comparação rápida
- Tipo B: dispara com 3 a 5 vezes a corrente nominal. Uso: cargas resistivas, chuveiros, torneiras elétricas.
- Tipo C: dispara com 5 a 10 vezes a corrente nominal. Uso: motores, ar-condicionado, geladeiras.
- Tipo D: dispara com 10 a 20 vezes. Uso: equipamentos com alto pico de partida, como elevadores.

Na dúvida, o eletricista deve avaliar o circuito e o equipamento antes de trocar o disjuntor. A instalação de um disjuntor de curva errada pode comprometer a proteção do circuito.
Como identificar se o disjuntor está subdimensionado
Os sinais mais comuns são: o disjuntor desarma apenas quando o ar-condicionado liga, o disjuntor esquenta ao toque, ou há cheiro de queimado no quadro. Se o disjuntor esquenta, isso indica sobrecarga contínua ou mau contato, e o circuito deve ser desligado imediatamente.
Sinais de alerta
- Desarme frequente com o ar-condicionado em funcionamento.
- Disjuntor morno ou quente após alguns minutos de uso.
- Barulho de zumbido ou estalo vindo do quadro.
- Marca de escurecimento ou derretimento na parte frontal do disjuntor.

Nesses casos, desligue o disjuntor geral, se for seguro, e chame um eletricista para inspeção. Não tente trocar o disjuntor por um de maior corrente por conta própria, pois a fiação pode não suportar.
Quando chamar um eletricista para avaliar o quadro
Se o problema persistir após a troca do disjuntor, ou se você não tem certeza do dimensionamento, o ideal é uma avaliação profissional. O eletricista verifica a corrente do aparelho, a bitola dos cabos, o estado do quadro e a necessidade de um circuito exclusivo.
O que o eletricista faz na avaliação
- Mede a corrente de trabalho do ar-condicionado com alicate amperímetro.
- Confere a bitola e o isolamento dos cabos.
- Verifica o aperto dos bornes e o estado do disjuntor.
- Calcula a demanda do circuito e, se necessário, propõe um circuito dedicado.
- Recomenda a troca do disjuntor ou a instalação de DR e DPS, se ausentes.

Na Zona Oeste e Centro de São Paulo, a JD Eletricista atende residências, comércios e escritórios, com avaliação inicial por foto ou vídeo. Envie uma imagem do quadro e do disjuntor pelo WhatsApp para receber uma orientação prévia.
Perguntas frequentes sobre disjuntor para ar-condicionado
Posso trocar o disjuntor por um de maior amperagem?
Só se a fiação suportar a nova corrente. Aumentar a amperagem sem aumentar a bitola do cabo pode causar superaquecimento e incêndio. O eletricista deve calcular a nova bitola antes da troca.
O disjuntor de 20A serve para ar-condicionado de 12.000 BTUs?
Depende da corrente nominal do aparelho e da bitola do cabo. Um aparelho de 12.000 BTUs costuma ter corrente entre 8 e 10 A, então um disjuntor de 16 A ou 20 A pode funcionar, mas é preciso confirmar a curva e a fiação.
Preciso de um disjuntor exclusivo para o ar-condicionado?
Recomenda-se, principalmente para aparelhos acima de 12.000 BTUs ou que ficam ligados por muitas horas. Um circuito exclusivo evita sobrecarga e facilita o desligamento em emergências.
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